Imaginália

Os seus desenhos não são orientados em torno de um tema ou de qualquer problema específico de forma, antes buscam uma atmofera à qual se submetem forma e conteúdo. Até a imagem pré-estabelecida – Orixás, Madonas, bailarinas, desportistas – quando surge, nunca vem ligada a qualquer ideologia, entra na composição apenas como um pretexto, como um dado a mais no desenho. É no desenvolver de associações casuais que parecem obedecer à memória involuntária, na maneira como vai pensando as cores ou fazendo uso poético de uma metáfora que acaso apareça, que vai criando a atmosfera exata desejada, em soluções mutáveis e quase sempre imprevisíveis.

Apesar da diversidade de assuntos apresentados, desde quando é a multiplicidade de imagens do mundo atual que parece motivar o artista, ao intensificar o conteúdo pictórico de cada trabalho, Mazzoni consegue uma unidade que vem da coerência das formas puras não objetivas com respeito à composição, à moldura, ao suporte e às várias técnicas de que lança mão. Essa coerência é a garantia do conteúdo do seu trabalho plástico.

Matilde Matos • (ABCA e AICA)

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